Um estudo do Observatório Forum Estudante revela que a maioria dos jovens começou a utilizar redes sociais muito antes da idade atualmente proposta em debate legislativo. A idade média de criação da primeira conta foi de 12,6 anos, com mediana de 12 anos, evidenciando um acesso precoce generalizado.
Relativamente à possível proibição de acesso a menores de 16 anos, os resultados mostram apoio maioritário: 62,4% dos participantes afirmaram concordar em parte com a medida e 28,0% concordaram totalmente, enquanto 9,6% discordaram. Ainda assim, quando questionados sobre a eficácia da lei, o nível de confiança diminui significativamente, com uma média de apenas 2,25 em 5.
Perfil geral
Amostra total de 157 jovens de todo o país com idades entre os 16 e os 18 anos.
Idade média de criação da primeira conta nas redes sociais: 12,6 anos.
Um dos resultados mais expressivos do estudo é a perceção de facilidade de contornar a proibição, que obteve uma média de 4,15 em 5, indicando quase consenso entre os jovens de que restrições legais seriam facilmente ultrapassadas na prática.
Maturidade e impacto
Perceção de maturidade ao criar a conta: 2,7 em 5.
Impacto negativo na saúde mental e no rendimento escolar: 2,8 em 5.
Os participantes reconhecem também alguma falta de maturidade no momento em que iniciaram a utilização das plataformas digitais, com uma média de perceção de maturidade de 2,7 numa escala de 1 a 5. O impacto negativo das redes sociais no rendimento escolar e na saúde mental foi avaliado com uma média de 2,8 em 5, sugerindo efeitos moderados, mas presentes.
Opinião sobre proibição para menores de 16 anos
Concordo em parte: 62,4%
Concordo totalmente: 28%
Discordo: 9,6%
No que diz respeito à responsabilidade pelo controlo do acesso, a maioria dos participantes (68,2%) considera que o principal papel deve caber aos pais e encarregados de educação, surgindo com menor expressão o Estado, as plataformas ou os próprios jovens.
Avaliação de necessidade e eficácia da lei
Necessidade de proteção: 3,3 em 5.
Avaliação da eficácia da lei: 2,25 em 5.
Facilidade de contornar proibição: 4,15 em 5.
Questionados sobre alternativas potencialmente mais eficazes, os participantes destacaram três medidas principais: a redução de mecanismos viciantes nos algoritmos das plataformas (35,7%), maior controlo parental facultativo (29,9%) e mais educação digital nas escolas (28,0%).




