#1 Amapiano
Originário da África do Sul, nos subúrbios de Joanesburgo, o Amapiano surgiu como um fenómeno global no início da década de 2020. Amapiano significa “os pianos” em zulu e faz referência à sua sonoridade que mistura elementos de jazz e house.
A vibe é relaxante, com a utilização de sintetizadores melódicos em batidas lentas, entre os 100 e os 116 BPM. O resultado é uma música que mistura dança e uma componente emocional. “Uma particularidade é o facto de a sonoridade ser um groove lento e profundo, com um estilo vocal repetitivo e cru e com um flow jazz”, escreve o portal Bantumen.
Artistas de referência: Kbaza de Small, DJ Maphorisa, Tyla, Focalist
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#2 Pluggnb
O que resultaria de um encontro entre R&B e trap? A resposta pode muito bem ser o Pluggnb. O nome é uma fusão de plugg – um subgénero de trap atmosférico e melancólico e o R&B mais clássico. O resultado é uma espécie de trap mais emocional, que recorre a sintetizadores e a vozes que alternam entre o canto e o rap.
Tem sido muito utilizado em plataformas como o TikTok e o Instagram Reels, em pequenos clips. As plataformas SPlice e MIDiA elegeram o pluggnb como “o género musical com um crescimento mais rápido” em 2025.
Artistas de referência: Lil Uzi Vert, SoFaygo, Summrs, Autumn
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#3 Drift Phonk
Um fenómeno do TikTok, acumulando milhares de milhões de visualizações, o Drift Phonk é, como o nome indica, um subgénero do Phonk (um estilo de rap nascido em Memphis nos anos 90). Este spin-off é mais rápido e mais agressivo, inspirado na imagética de corridas de rua que justificam a referência a drift no nome.
A sua sonoridade rápida e distorcida faz com que seja um sucesso como banda sonora de vídeos curtos. “[O drift phonk] tem a estrutura ideal para edições em que o drop é utilizado como o clímax do vídeo”, escreve o The New York Times.
Artistas de referência: Kordhell, MOONDEITY, Soudiere, DVRST
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#4 Zoomergaze
Chegamos ao universo das guitarras distorcidas que se assume como a continuação de estilos como rock ou grunge. O shoegaze, em específico, nasceu no Reino Unido no final da década de 80, tendo a banda My Bloody Valentine como referência maior, numa referência à utilização de pedais de efeitos no chão.
Em 2026, esta sonoridade é reinventada pelo Zoomergate, que cruza essa herança com a nostalgia da Internet dos anos 2000 e uma atmosfera melancólica. Em fevereiro de 2026, a revista Vice descreveu o Zoomergaze como um “cruzamento de todas as eras de Shoegaze com o dream-pop, o que o torna algo fresco e novo”.
Artistas de referência: Wisp, Quannic, Jane Remover
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#5 Bedroom Pop
Mais do que um estilo musical, o conceito de Bedroom Pop faz referência às condições de criação da arte – refere-se à música feita em quartos, sem recurso a grandes editoras e publicada diretamente em plataformas de streaming.
A estética associada é normalmente lo-fi e integra a imperfeição em batidas suaves, com recurso a reverb e a sintetizadores. O jornal brasileiro O Globo recorda o papel de Billie Eilish neste fenómeno, recordando que sendo um fenómeno nascido na Internet, “tem representantes dos mais diversos países”.
Artistas de referência: Clairo, Rex Orange County, Faye Webster
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#6 Melodic Techno
De volta às pistas de dança, chegamos ao universo do Melodic Techno que, juntamente com outras tendências como o Jazz House e o Afro House, têm vindo a ganhar destaque em todo o mundo.
O Melodic Techno é um estilo com muitas influências do Trance, que neste caso é “desacelerado” para um ritmo na ordem dos 120 a 130 BPM e construído com percussões mais suaves. As melodias são épicas e emocionais, com drops intensos.
Os vários elementos do Melodic Techno, escreve a Splice, numa mistura entre “storytelling emocional e repetição hipnótica”, combinam para “distinguir este género dos restantes estilos de dança”.
Artistas de referência: Anyma, Argy, MASSANO, Adriatique






